“texto depressivo de aniversário nº 21″

Aniversários são patéticos. Presentes para fingir que se importa, frases para fingir que gosta e momentos importantes para fingir que sua vida é perfeita. Patéticos! Se você é meu amigo, de verdade, daquele que eu posso ligar de madrugada para me buscar no aeroporto ou pode passar a noite inteira me vendo falar besteiras, me mande um abraço que eu já estarei feliz. Mas me mande um abraço sempre que você quiser me abraçar, me mande parabéns por estar mais um dia na vida de todo mundo. Presentes, não gosto de obviedades! O melhor presente que eu já ganhei na vida foi um reconhecimento de meu irmão, e o segundo foi uma fita amarela. Eu sou simples, poética, artística, estranha, medrosa, instável, mas não sou materialista. Seu abraço, que você pode me enviar em qualquer desaniversário, vai valer para mim muito mais que qualquer outra coisa e me deixar um pouco mais nessa boa sensação de leve depressão, aquele estado de espírito que deixa as coisas um pouco mais fofas, as músicas um pouco mais melosas e os amigos um pouco mais essenciais. Não vou fazer nada especial hoje, porque faço especial todos os dias da minha vida. Só vou beber muita coca, me empanturrar de Domino’s com doce de leite e assistir os filmes de terror que tenho, igual a todos os outros dias, porque faço todos os dias coisas que me fazem feliz. Odeio aniversários!

O que fazer em Cuiabá?

Depois de tanto pensar na minha viagem pra Sampa, acabei percebendo que as verdadeiras listas importantes do que fazer são de pessoas que realmente amam a cidade que moram. E pensei que eu também amo minha cidade natal: Cuiabá, qual eu tenho saudades imensas. Então, me colocando no lugar das pessoas que escreveram as várias que li sobre São Paulo, faço a minha da cidade que tanto amo.

O que fazer em Cuiabá? 
Ver o nascer do sol no Centro de Eventos do Pantanal e sair correndo com medo se um carro chegar perto;
Ficar uns quarenta minutos para conseguir uma mesa e beber cerveja gelada na Praça Popular;
Conhecer a Caixa d’água, o museu de História Natural, ;
Sambar no Choros e Serestras, ;
Café na Vó Helide, almoço no Deck Grill, sobremesa no Magrellos, jantar no Serra e fim de noite no Mamagaya;
Conhecer um cuiabano de verdade, daqueles que falam arrastado e dançam siriri, e parar para ouvir as histórias que eles contam;
Comer peixe na beira do rio no São Gonçalo; (ou comer qualquer outra coisa enquanto seus amigos comem peixe)
Comer yakisoba sentada na grama do Sesc Arsenal;

 

[ainda em processo de construção]

DDo$ Attack: Vingança do Pirate Bay

Pirate Bay é o melhor e maior site de pirataria da internet. Bem, de divulgação de torrents, o  que na minha opnião não tem nada de crime, mas para a justiça sueca sim. Quem está por dentro da história sabe que eles  foram condenados à prisão e também uma multa de 300 milhões de SEK (moeda sueca). Mesmo com o recurso andando pela justiça, elesafirmam estar recebendo cartas dos serviços públicos que pedem que eles paguem metade da multa. Nas cartas há também ameaças de congelamento de contas bancárias, o que é um absurdo porque eles ainda nao têm que pagar nada.

Eles já afirmaram que não iriam pagar a multa de jeito nenhum! Mas pelo jeito voltaram atrás e estão pedindo ajuda de todas as pessoas que puderem mandar 1 sek (equivalente a R$ 0,27) para a conta do escritório de advocacia de acusação. E assim, os gênios do PirateBay criaram o Distributed Denial of Dollars (DDo$) attack. Um ataque de dolares nocivos para os advogados da parte acusadora. Isto é possível porque a conta do referido escritório de advocacia somente poderia receber mil transferências antes de começar a cobrar exatamente 2 Sek por cada. Assim, cada transferência recebida custaria para eles o dobro.

No Brasil, infelizmente, sairia muito caro para fazer esta transferência, mas não deixa de ser uma boa causa. E isto prova que nossa luta contra a democratização da internet e da cultura ainda não está perdida.

“We’re all the Pirate Bay”

#minhaFriday

Sabe aquela sexta-feira que você acorda e percebe que tem um monte de coisas para fazer e nem vai dar tempo? O que você faria? Tentaria fazer o máximo de coisas possível, ou somente as importantes. Bem, hoje eu resolvi não fazer nada. Porque fazer na sexta o que você pode fazer no domingo de madrugada? Como faz mais de semana que estava querendo uma camiseta da Mafalda, mas não encontrei, resolvi fazer a minha nesta bela sexta-feira lotada, que deslotei!
Lógico, a primeira coisa que fiz foi uma pesquisa básica no google e encontrei alguns tutoriais por aí que pareciam fáceis, então me animei. Esta está a primeira lição de hoje: “Nunca acredite quando um tutorial disser que o negócio é difícil, isto significa que é impossível.” Fica a dica! Como sei que tem alguns tantos tutoriais por aí falando como você deve fazer sua própria camiseta, vou na verdade fazer um tutorial ao contrário: “Não faça sua própria camiseta!”

Início da Sexta
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Bagunça da Sexta
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A única coisa realmente bem usada da primeira foto foi o McCheddar que estava delicioso. E saiba que eu consegui deixar pior do que esta na foto, mas fiquei com vergonha até de tirar foto. Até o chão do quarto está pintado de verde e branco.

Minha saga começou, como disse, no Google. Depois de alguns tutoriais muito mal lidos, pode ter certeza disso, fiz uma lista das coisas que precisava para as duas formas de pintar que achei e fui às compras. Esta parte é a mais fácil, se você conhecer a sua cidade. Como eu não conheço, passei por uma tremenda epopéia para encontrar todo o material. E o pior foi achar eles aqui pertinho da minha casa, quando eu já tinha até desistido de tanto procurar. Depois do gasto de gasolina desordenado cheguei até aqui:
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ps: McFlurry opcional.

Em uma auto-reflexão, dá para perceber que sou exagerada, olha o tanto de tinta! Agora estou com essas coisas e serei obrigada a passar por tudo de novo.

A primeira técnica que tentei foi essa: Meia calça num bastidor, copia a imagem na meia calça, passa cola e depois pinta. E daí tiro minha segunda lição do dia: “Não acredite em tutorial americano que tem um produto que você não sabia que existia” No tutorial falava de uma cola que tampava os buravas para não deixar a tinta passar. Comprei igualzinha para dar certo, né. Mas bem, não deu.
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Nem compiar deu certo. Achei que fosse por causa da Mafalda, que é muito difícil, então tentei outra coisa mais simples. Copiar deu certo dessa vez!
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Mas a cola não deu certo. Fora que a tinta mesmo não passava para o pano da camiseta de jeito nenhum. E a culpa não era da meia-calça, porque ela era fuleirinha. Aquela lambança em amarelo é a tentativa frustrada da meia-calça.
Já cansada, pensando em realmente fazer algo útil da vida veio uma vontada lá de dentro da alma e ergui a cabeça para tentar a segunda técnica: imprimir em uma transparência, recortar e passar o pincel por cima.
Última ótima lição da sexta: “Nunca acredite em vídeos do youtube que estão acelerados.” Como eu tinha visto o ser humano realmente fazendo aquilo, pensei que fosse possível. Possível por&* nenhuma! Estilete e transparência não combinam. Eles são como o Dunga e a Seleção Brasileira: sempre perde. Ou corta demais, ou não corta nada, ou eu furo meu dedo. Simples. Mas como todo brasileiro não desiste, não desisti. Então olha o ET Verde que saiu:
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Bem, resolvi mandar todos os tutoriais para aquele lugar [ Fechar Janela ] e fui fazer do meu jeito. Estilo homens da carverna, com papel vegetal, muuuuuita paciência para cortar tudo aquilo, cola em bastão que depois da terceira vez não funciona direito, tinta e pincel. Veja o documentário do #fazersuapropriacamisetadamafaldaFriday:
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Quem não tem dom, passa a caneta na tinta mesmo. Deu certo! O resultado ainda está secando aqui do meu lado.
Mas o resultado final do dia foi: A camiseta preta da Mafalda, uma camiseta branca com um monte de lambança, uma calça pro lixo (aquele que eu estava usando), muito lixo e um monte de sujeira. Lição-mor do dia: “Compensa pagar 40 reais numa camiseta pronta”.

Qual o seu pedido, mesmo?

há; Minha quarta-feira foi belíssima! Depois de muito viajar pelos vídeos do youtube em minha tarde em atestado médico, tive a honra de poder assistir a gravação do piloto do teatro que pretende virar programa de TV Qual o seu pedido? do grupo Anônimos da Silva. Assistir gravações para TV tem aspectos muito bons mas também tem o lado porre, claro. Antes de todo o poder mágico da edição, tudo parece meio grotesco. Pausas, repetições, demoras, mas deu para sobreviver a isto.

Infelizmente somente fiquei sabendo da peça no domingo, quando assisti teatro de um outro grupo, e como fã de comédias de improviso de longa data, não pude perder. Depois de assistir programas como Zorra Total e Pânico, minha esperança de ver bons programas humorísticos no Brasil em qualquer meio foi se deteriorando. Mas felizmente este é um ano de ouro! Com o sucesso total de CQC e Improvável, o brasileiro começou a perceber que fazer comédia de cara limpa e sem seguimento de roteiros endurecidos também é bom! Antes, stand up era coisa de americano e improvisação era coisa de ‘Whose Line is it anyway?’.  [ O único grave defeito do ano foi ter que ver o Mion fazendo comédia! Aquilo deve matar barata. #prontofalei. ]

Enfim, Qual o seu pedido? traz um formato diferente dos conhecidos Improvável e ZE. Confesso que fui com medo de ver uma versão local de ZE, ou cópia ultrajante de wliia, mas não. Realmente ouve modificações. Na verdade eles trazem, talvez sem querer querendo, estruturas encontradas em um dos mais fascinantes formatos de teatro comédia de improviso do mundo: os Harolds.

Harold é um formato longo de teatro de improviso que é caracteristica do teatro de chicago. Foi criado pelos anos 60 e tem uma estrutura simples de divisão mas é baseado em uma necessidade maior do ator. Diferente dos outros formatos que são pequenas cenas que se apagam, no Harold as cenas, em algum momento, devem estar correlacionadas.

Ainda não chegamos a este ponto no Brasil, mas pelo menos vi duas características no teatro que assisti: uma maior participação da platéia na abertura, na formação das cenas e uma flexibilidade quase total de acordo com as vontades da platéia. Harold é meu formato preferido, confesso. E hoje tive mais esperanças que em breve ele chegue no Brasil.

Mas falando mais sobre a peça, poderia dizer que ela foi muito boa! Os atores são criativos e com um timing muito bom para improviso. O cardápio vai de quadros novos, criados pelo próprio grupo, até quadros do clássico Whose Line is it anyway? que foram deixados de lado por outros grupos. Ainda falta uma clareza nas explicações dos jogos, uma formação melhor de alguns jogos, e uma maior agilidade por parte do mestre de cerimônias. Whatever, nada que a experiência não arrume. Então, assistam!




>> Links:  Vídeos de Whose Line is It Anyway?  |  Vídeos de Anônimos da Silva  |  Vídeos de Improvável  |  Vídeos de Zenas Emprovisadas

Lista das línguas quase aprendidas.

Bem, existe lista para toda e qualquer coisa na face da terra. Lista é uma coisa simples, objetiva que coloca organizadamente idéias sobre o mesmo assunto. É tão normal se fazer listas de compras, de sites, de coisas a fazer, de características de um produto, de filmes, músicas e outras utilidades para fazer antes de morrer. E porque a maioria das listas são geralmente ‘Os Dez Mais’? Se o Dez pagasse merchandising eu até entenderia.

Mas bem, resolvi fazer algumas listas bem pessoais. Esta é a lista das línguas que eu já quis aprender, até aprendi um pouco mas não rolou muita fluência não.

1ª – Inglês – Nessa foi a que acho que fui mais longe. Comecei fazendo o Basic 1 quando ainda nem tinha entrado no colegial, e fui fazendo, levando com a barriga, xingando todo mundo até o final do colegial. Na verdade foram quatro anos! Ai, nunca passei tanto tempo da minha vida fazendo a mesma coisa. Depois disso, eu até falava alguma coisa. Mas depois de quatro anos de bob esponja e series americanas, já imagina meu sotaque neh!

2ª – Esperanto – Este ainda está inacabado. Mas pretendo aprender de vez. Mas sabe aquela coisa que você sempre fala que vai fazer, está no seu planejamento de começo de ano, começo de mês, começo de qualquercoisa, mas você nunca faz? Então, tenho que terminar meu curso, eu sei, mas eu vou! No começo de alguma data estelar.

3ª – Holandês - Confesso que não sei falar nem tchau em holandês, mas tive a capacidade de traduzir um site de gramática holandesa para o português. Eu tinha meus teen anos, e era louca. Lembro que foi muito legal na época, mesmo não sabendo holandês, tinha o site em inglês para ajudar. Lembro que comecei a fazer outras coisas, ano de vestibular, já sabe, o site foi deixado de lado.

4ª – Grego - Essa foi a tentativa mais curta. Morava no mesmo prédio de uma faculdade que tinha aulas de grego, o máximo. Fiz acho que umas cinco aulas. Até que dava para ler algumas coisas, mas pelo amor de Deus, uma língua que se conjuga verbos, substantivos e até os adjetivos não é para mim. Desisti!

5ª – JavaScript – Pode ser considerada uma língua não? Um dos primeiros livros que eu li na biblioteca da escola da minha mãe [ se você leu o post da minha infância nerd vai entender] foi um de javascript. Na época, tinha acabado de chegar o computador na minha casa, ser chique na época era entrar no icq e no chat do terra [ que ridículo!], então aquilo era para mim como a muralha da china! Na época eu até inventei de fazer alguns sites tooooscos, que graças à Internet foram apagados. Me achava poderosa ao colocar um relógio com hora local no site, um abrir uma pop-up, ou escrever uma página dentro de outra página. Uau! Hoje em dia preciso do google para fazê-los.

Já quis aprender Asp, Libras, ActionScript, e outras talvez. Mas sei lá, talvez um dia eu comece também como as outras.

Meu Brutamonte

Esta é a tradução de ‘My Brute’, nome de um novo joguinho online de luta.  Ele tem toda a simplicidade possível. Sem confirmar email, sem colocar nomes, dados, nada. Só escolha um nome para seu brute, escolha a aparência e pronto, você já pode ir para a arena lutar com as pessoas do mesmo level que você.

Estou fazendo o post exatamente para que vocês não passem pela mesma situação totalmente constrangedora que eu. Ninguém me falou do My Brute, eu estava navegando pela internet e de repente, não mais que de repente, eu cai na página do jogo, sem ler absolutamente nada e nem tentar entender aquilo, coloquei um nome onde esta escrito “type here” e escolhi um bonequinho que eu gostei e apertei o “validate”. myb Pronto, já estava oficialmente dentro da minha célula. Depois fui para arena e ecolhi alguém aleatório e pronto. Estava jogando. Apertei um botão e meu brutamonte atacou, então achei que tivesse uma relação. Fiquei parecendo louca, apertando todos os botões tentando entender qual era a lógica. Totalmente idiota. Então percebi que na briga, eu não mandava em nada, por isso que eu escolhia alguém e não precisava esperar ela aceitar, somente lutava. E essa é uma lógica do my brute e que deixa ele bem diferente dos outros sites de luta. Ele não é tão novo, é versão em inglês do La Brute [francês], deixando mais fácil sua descoberta pelos brasileiros. Ele tem um pouco do que era o managerzone, de futebol, porque na hora da luta você somente sofre as consequências de suas escolhas e suas estratégias. E você pode decidir registar seu brute, colocar senha, ou não, ser somente um turista.

bat

Mas te falo, é viciante. E infelizmente tem um limite de lutas por dia, mas não desanime. Se você quiser pode pedir para seus amigos lutarem com você, assim você ganha pontos de experiência e continua sua evolução! Yeah.

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